GOVRNADOR TARCISIO E EX PRESIDENTE BOLSONARO SE ELEGERAM PROMETENDO MELHORAR A VIDA DOS POLICIAIS, MAS A CLASSE POLICIAL FOI DRASTICAMENTE DEPAUPERADA EM SEUS SALARIOS E TUDO NAO PASSOU DE UM ENGODO.
Enquanto o governo do Estado de São Paulo insiste em discursos e promessas, a realidade dos policiais civis, militares e penais é de miséria e desvalorização. Aqueles que arriscam a vida diariamente para proteger a população e garantir a segurança pública se veem abandonados por quem jurou melhorar suas condições de trabalho e salário.
No dia 18/11, representantes de 23 entidades ligadas às forças policiais se reuniram em frente ao Largo São Francisco, no centro da capital, para protestar contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o então secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP). O ato, coordenado pelo fórum Resiste-PC, escancarou a indignação das categorias diante do descumprimento das promessas feitas em campanha.
A Polícia Civil cobra a apresentação da nova Lei Orgânica, considerada essencial para modernizar a instituição. Já a Polícia Militar e a Polícia Penal exigem melhores salários, denunciando a defasagem que empurra profissionais para a precariedade.
“Segurança pública não se faz com discursos, e sim com resultados”, afirmou o delegado André Santos Pereira, presidente da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo (Adpesp) e coordenador do fórum.
O governador prometeu receber os representantes das entidades.
A decisão da Secretaria de Segurança de limitar os discursos apenas ao presidente da Adpesp gerou tensão. Parlamentares presentes, como Delegado Palumbo (MDB) e Reis (PT), foram impedidos de subir ao palanque, provocando bate-boca com os organizadores.
Apesar das divergências, o recado foi claro: os policiais estão cansados de promessas vazias e exigem respeito, valorização e condições dignas de trabalho. A paciência das forças de segurança se esgota, e a esperança de dias melhores afunda junto com a credibilidade do governo.


